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Por Itamar de Oliveira
Qui, 02 de Setembro de 2010 11:06 |
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| Farinha pouca, meu pirão primeiro |
| A maneira encontrada pelos chamados ‘bate-capas’ da política chega em códigos bem particulares. Para interpretá-los é necessário, primeiro, aquilatar-se a neurônios de camadas primárias, e depois, avaliá-los pelo contrário do que apregoam. Um diálogo entre corneteiros mostra-se mais ou menos assim: – Você acha que fulano ganha? – referindo-se às próximas eleições. - Tem chances! – responde o interlocutor. - Mas não ganha de jeito nenhum! – crava o corneteiro-mor. Sai assim, baseado em coisa alguma, destituído de referenciais, sem pesquisas, que essas são impossíveis para eleições parlamentares. Contudo, é a maneira que têm para dizer que seu candidato é o melhor. No teatro das eleições muitos pregam por mudanças. Principalmente candidatos. Que na verdade querem mesmo é que os câmbios se processem a seu favor. ‘Farinha pouca, meu pirão primeiro.’ Mudar por mudar melhor ficar como está. Divinópolis não deve prescindir de seus deputados. Pelo menos dos que aí estão. Mas deve-se prevenir contra os carreiristas, dos que anseiam por subir na vida política a qualquer custo. Um candidato a deputado deve ter uma biografia sólida a apresentar para os eleitores. Nada que tenha o cheiro inconfundível das conveniências meramente pessoais. Muito embora a carreira pública tenha pouco a ver com o sacerdócio, ela pode ser compatível com a sobriedade de muitas pessoas. O recém-falecido Simão Salomé foi uma delas. Carlos Altivo, outra. Ninguém deve arriscar-se a predizer o futuro. Mas pode modificar trajetórias através do voto consciente e das atitudes sensatas. Qualquer candidatura ou aspiração política, dentro das regras, são legítimas. O que não se pode é brincar com o enorme capital social que se tem nas mãos: o voto.
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