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Por Itamar de Oliveira
Dom, 28 de Junho de 2009 09:26 |
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| Editoriais & Editoriais |
Sempre convoquei meus companheiros de imprensa para mantermos uma boa distância profissional entre nós e os políticos. Tenho as melhores relações com a maioria, (com eles, jornalistas) especialmente dos que tratam de matérias do ramo. Não somos melhores e nem piores; apenas pertencemos a castas diferentes. Tenho lembrado aos colegas que as situações políticas, com insidiosa frequência, nos colocam em confronto. Mais adiante, passadas as refregas, (eles, os políticos) saem abraçados e a nós nos restam as desilusões – o jornalismo não pode, mas está muito próximo de pretensões do tipo, emprego, assessoria, prestígio, favores, e nesses casos sim, vira prostituição, dentro da mais prostituída atividade humana, que é justamente a política partidária.É lícito nos posicionarmos contra ou a favor de partidos e facções, de acordo com os nossos projetos e pretensões, (por favor, tirem ética e idealismo da ideia porque isso não tem) porque da mesma forma se comportam os homens públicos. O que é firme agora não será amanhã, no máximo, um talvez - apresentem-me um jornalista ou um político puro, que eu quero conhecer. Por lados diversos, ambos estamos correndo atrás do mesmo objeto. Somos da raça humana e devemos nos esforçar para sobreviver de acordo com as nossas pretensões e possibilidades.Políticos eleitos são autoridades dentro do contexto civil. Se a eles devemos respeito, não devemos reverência. Se são vulneráveis, é exatamente por escolheram a condição pública. Agora, colega ensinar a colega do que deve tratar um editorial de concorrente, tentando colar na pessoa a opinião de uma empresa jornalística, pode levar a outras digressões. Como por exemplo, a revelação de que exceto as terminologias de caráter pessoal, o editorial em questão, do Jornal Agora, está correto. E expressa também a minha opinião pessoal, de que existe uma ‘indústria eleitoreira de homenagens na Câmara Municipal de Divinópolis’, que banalizada, banaliza também o vereador e o poder concedente. E existia quando o dirigente do jornal ‘crítico de editoriais’ prestava serviços ao governo Demetrius Pereira, sem se posicionar em nenhum momento contra. E existia também quando o bolchevique insuflador que transforma infelizes em massa-de-manobra na Câmara Municipal, não se indignava e nem se insurgia contra editoriais. Como dizia Stanislaw Ponte Preta, é preciso restabelecer a verdade, ou nos locupletemos todos. |
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